Environmental

A ciência é clara: precisamos enfrentar as mudanças climáticas agora.

Em seu primeiro dia como CEO global do banco, Jane Fraser anunciou o compromisso do Citi de zerar suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050.

Considerando apenas as operações próprias do banco, a meta é chegar à neutralidade de emissões já em 2030.

A ambição rumo à neutralidade está alinhada com diversos compromissos estabelecidos pelo Citi, como a adesão aos Princípios de Responsabilidade Bancária, a liderança em divulgações sobre impacto das mudanças climáticas por meio do TCFD (Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima) e políticas de desinvestimento para o setor de combustíveis fósseis.

Em 2022, o Citi começou a publicar os princípios que guiarão essa transição, os “Citi’s Net Zero Transition Principles”. Entre os destaques, estão as metas de reduzir em 29% as emissões absolutas financiadas no setor de Óleo e Gás e em 63% a intensidade das emissões no setor de Energia.

Por meio da nossa Estratégia de Progresso Sustentável, buscamos liderar o financiamento de soluções para a transição para uma economia mais sustentável.

Em 2014, definimos uma meta de 10 anos para financiar US$ 100 bilhões em atividades ambientais. Alcançamos essa meta 4 anos antes.

Nós nos comprometemos então a financiar US$ 250 bilhões em projetos ambientais até 2025. Em 2021, ampliamos essa meta para US$ 1 trilhão até 2030, também considerando projetos de impacto social.

Além do apoio a nossos clientes, atuamos para medir, gerenciar e reduzir o risco climático de nossa carteira e para tornar as nossas próprias operações mais sustentáveis, com edifícios ambientalmente mais eficientes.

No Brasil, o Citi é uma das lideranças em emissões de dívida ESG, de acordo com levantamento realizado pela consultoria Nint. Em 2021, participamos de 10 operações de títulos de dívida atreladas a compromissos ESG assumidos pelas empresas emissoras.

O Citi também participou do IPO da Raízen, com mais de 60% de alocadores internacionais, em uma operação calcada em um dos maiores cases de transição energética do mundo, e do IPO do Nubank, que tem no core de seu modelo de negócio a inclusão financeira, sendo um ótimo exemplo de como a sustentabilidade pode contribuir para a geração de valor.

Empréstimos verdes

Também atuamos na estruturação de empréstimos verdes, como foi o caso da operação com o Grupo Guararapes. A transação, na qual a participação do Citi foi de R$ 125 milhões, irá financiar a compra de madeira de florestas gerenciadas de forma responsável, com a certificação do FSC (Forest Stewardship Council) - organização internacional que promove o manejo consciente das florestas do mundo.

Outra operação do tipo se deu com a Adami, cliente com mais de 80 anos de história nos segmentos de madeira, papel, embalagem e energia elétrica.

A transação, da qual a participação do Citi foi de R$ 98,5 milhões com prazo de 5 anos, irá financiar a construção de uma fábrica de papel na cidade de Caçador (SC). Toda a produção desta planta será certificada pela FSC (Forest Stewardship Council), organização internacional que promove o manejo consciente das florestas do mundo e que garante que a madeira utilizada em determinado produto é oriunda de um processo produtivo ecologicamente adequado, socialmente justo e economicamente viável.

Mais um exemplo foi a operação com a CBA | Companhia Brasileira de Alumínio, no qual a companhia captou US$ 30 milhões em um Sustainability-Linked Loan.

O financiamento está vinculado a metas anuais de redução de emissões de CO2 na produção de alumínio primário. Os recursos da operação permitirão à Companhia reforçar sua estrutura de capital e focar na expansão de seus negócios de maneira ainda mais sustentável.

Outros produtos

Além de operações rotuladas, o Citi também busca ser protagonista em ofertas de produtos ESG para seus clientes. O banco liderou, por exemplo, a primeira transação de derivativos ESG do Brasil. A operação vai ajudar a viabilizar a transição de combustíveis pesados da Usina de Alunorte para gás natural, no Estado do Pará.

Outra inovação foi o lançamento do FCA Social, por meio do qual os clientes otimizam a estratégia de gestão de caixa, sem incorrer em custos adicionais. Ao mesmo tempo, o Citi destina parte dos lucros obtidos com o produto, semestralmente, para projetos de ação social, como, por exemplo, a Favela 3D da Gerando Falcões, organização sem fins lucrativos. Os recursos serão investidos em infraestrutura de habitação e saneamento básico e acesso à prevenção de doenças e tratamentos de saúde, além de geração de renda.

O banco também realizou em 2022 a primeira operação de Supplier Finance – Sustainable Supply Chain Finance (SSCF) na América Latina, com o objetivo de estimular quem contribui na formação de uma cadeia de suprimentos mais sustentável. A operação foi fechada com a Henkel e busca auxiliar a companhia a alcançar suas metas de sustentabilidade, ao encorajar seus fornecedores a trabalharem para atender seus critérios de sustentabilidade.

Outro pilar de atuação do Citi é a redução do impacto ambiental de suas operações.

Esses aspectos foram levados em consideração na reforma do Citi Center, em São Paulo, na qual foram investidos R$ 150 milhões. Em 2022, o edifício subiu de patamar no LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), recebendo a certificação na categoria Gold. Conheça, a seguir, os destaques do prédio para obtenção do selo:

  • 100% de energia elétrica renovável, por meio da compra de fornecedores certificados.
  • 5,3 mil metros cúbicos de água economizados anualmente por meio de sistema de captação e tratamento de água de reúso para lavagem de fachada, áreas externas e uso em banheiros.
  • Coleta seletiva de lixo e separação de material reciclável.
  • Uso de material reciclável e madeira de reflorestamento.
  • Modernização da infraestrutura com equipamentos mais eficientes energeticamente (elevadores e escadas rolantes), levando a uma redução no consumo de energia esperada de cerca de 25%.
  • Instalação de pontos de recarga de veículos elétricos nos pisos de estacionamento, novo bicicletário e construção de vestiários, incentivando o uso de meios de transporte alternativos.
  • Acessibilidade: sanitários adaptados, elevador acessível, botoeiras com aviso sonoro, mensagem falada e braile, piso tátil, vagas de estacionamento demarcadas, etc.
Leadership in energy & environmental design International Well Building Institute

O Citi é signatário dos principais acordos e pactos internacionais para promoção de finanças sustentáveis.

Net Zero Banking Alliance

O Citi é um dos membros fundadores desta aliança, criada pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI). As instituições financeiras signatárias representam mais de 40% dos ativos bancários no mundo, todas com o compromisso de alinhar seus portfólios de empréstimos e investimentos com emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050. Os bancos também devem estabelecer metas de transição para 2030, sendo elas robustas e baseadas em ciências (SBT, na sigla em inglês).

Princípios de Responsabilidade Bancária

Em 2020, o Citi foi o primeiro banco americano a se tornar signatário dos Princípios para Responsabilidade Bancária da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI). Por meio desse acordo, a UNEP-FI estabelece seis diretrizes para tornar o sistema bancário global mais sustentável. Os Princípios também buscam auxiliar as instituições financeiras a alinharem seus negócios ao Acordo do Clima de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

TCFD

O Citi foi o primeiro banco americano a divulgar seu relatório TCFD, em 2018. A TCFD, ou Task Force on Climate-Related Financial Disclosures, como diz o nome, é uma força-tarefa que reúne uma série de organizações com o objetivo de desenvolver um padrão para que empresas possam medir e divulgar os riscos financeiros relacionados ao clima. O Citi já está na segunda edição de seu relatório, cujo objetivo é entender os potenciais riscos financeiros derivados da mudança do clima para a instituição, seus clientes e comunidades; como o Citi e seus clientes podem estar provocando essas mudanças; e caminhos para contribuir para que os clientes e o Citi façam a transição para uma economia de baixo carbono.

Princípios de Poseidon

Os Princípios de Poseidon, co-desenvolvidos pelo Citi, definem parâmetros globais para alinhar os portfólios dos bancos às ambições estabelecidas pelo Acordo de Paris, no que diz respeito ao financiamento de frete marítimo, um dos setores com maior pegada de carbono. Dessa forma, as instituições se comprometem a limitar operações com companhias de navegação que não aderirem aos novos padrões de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Princípios de Títulos Verdes (Green Bond Principles, ou GBP)

Os Princípios de Títulos Verdes foram desenvolvidos pela Associação Internacional do Mercado de Capitais (ICMA) e atualizados em junho de 2021. Eles estabelecem diretrizes voluntárias a serem seguidas nestas emissões, dando transparência ao uso de recursos. Dessa forma, busca-se fomentar o mercado de títulos verdes e auxiliar emissores no financiamento de projetos sustentáveis. O ICMA também divulgou os Social Bond Principles, Sustainability Bond Principles e Sustainability Linked Bond Principles.

Princípios do Equador

Também co-criados pelo Citi, os Princípios do Equador são um conjunto de critérios socioambientais de adoção voluntária por instituições financeiras em nível mundial, referenciados nos Padrões de Desempenho sobre Sustentabilidade Socioambiental da International Finance Corporation (IFC) e nas Diretrizes de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Banco Mundial. Os Princípios do Equador são usados como referência no setor financeiro para identificar, avaliar e gerenciar riscos socioambientais em diferentes projetos.

PCAF e PACTA

Em 2020, o Citi se tornou signatário da Parceria para Contabilidade Financeira de Carbono (Partnership for Carbon Accounting Financials). A PCAF é uma rede colaborativa de bancos com o objetivo de desenvolver um padrão de contabilidade para as instituições financeiras medirem e reportarem emissões financiadas, no Escopo 3 (emissões decorrentes das operações de empréstimo ou investimento). Dessa forma, busca-se reduzir inconsistências, alocar de forma justa as emissões de acordo com a participação das instituições nos financiamentos e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

O Citi também se juntou a um programa-piloto, o Paris Agreement Capital Transition Assessment (PACTA), que busca desenvolver uma metodologia de análise de portfólio a partir de diferentes cenários para o clima, além de análise de companhias específicas. O Citi é um dos 17 bancos envolvidos no piloto para o setor.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas são uma agenda ambiciosa de desenvolvimento global. O Citi, por meio de seus negócios, contribui de forma mais significativa para sete deles: Igualdade de Gênero, Energia Limpa e Acessível, Trabalho Decente e Crescimento Econômico, Indústria, Inovação e Infraestrutura, Cidades e Comunidades Sustentáveis, Ação Contra Mudança Global do Clima e Parcerias e Meios de Implementação. O Citi também é parte dos Investidores Globais para o Desenvolvimento Sustentável, que reúne 30 dos maiores investidores do mundo para acelerar o financiamento dos ODSs.

Pacto Global da ONU

Desde 2010, o Citi é signatário do Pacto Global, iniciativa da ONU para engajar empresas e organizações na adoção de 10 princípios nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção.

O Citi divulgou seu Relatório Ambiental, Social e de Governança (ESG) de 2021, no qual detalha os esforços contínuos do banco para enfrentar alguns dos maiores desafios da sociedade contemporânea. O documento ressalta o progresso feito nas metas e compromissos de ESG do Citi, bem como os esforços para abordar eventos mundiais mais imediatos com impacto nessa agenda.

Entre os destaques, está o progresso no cumprimento do compromisso de destinar US$ 1 trilhão para finanças sustentáveis até 2030. Entre 2020 e 2021, o banco financiou um total de US$ 222 bilhões em atividades com impacto social ou ambiental positivo. Desse montante, US$ 9,5 bilhões foram provenientes da América Latina. O banco também tem ampliado seu foco em operações de cunho social, após a captação de US$ 1 bilhão a serem destinados para projetos em países em desenvolvimento, com estimativa de impacto em 15 milhões de famílias, incluindo 10 milhões de mulheres, em âmbito global, até 2025.

Na agenda de diversidade, o Citi promoveu uma das maiores e mais diversas turmas de Managing Directors dos últimos anos – mais de um terço da turma total era de mulheres e mais de um terço nos Estados Unidos era de minorias raciais/étnicas. O Citi também superou suas metas de representação de diversidade estabelecidas em 2018, aumentando a representação de mulheres nos níveis de Assistant Vice President a Managing Director para 40,6% globalmente.